A montadora chinesa Chery vai lançar, no Brasil, o primeiro carro flex em janeiro. O S-18, como será chamado, vai ser o primeiro carro chinês com motor Flex e, segundo o Jornal do Commercio chegará com preço de R$ 31.990, tendo como concorrentes o Fiat Uno e o Volkswagen Gol.
O dois-volumes da Chery, manterá os mesmos itens de série dos outros modelos da marca, como o ar-condicionado, airbag duplo, freios ABS com controle de estabilidade (EBD), direção hidráulica, vidros, retrovisores e travas elétricas, rodas de liga leve, rádio CD Player com MP3 e entrada USB.
O motor será parecido com o Chery Face com uma potência maior, com 1.3 16V e 89 cv a gasolina e 90 cv com etanol (o Face tem 84 cv a gasolina). O Chery S-18 começará uma série de lançamentos de automóveis chineses com motores Flex. A JAC também lançará o J3 Flex em 2012.
O carro mais barato do Brasil, o Chery QQ (ainda se tem dúvida, porque o Fiat Mille quer ter esse lugar) e o chinês de maior sucesso, atingiu a marca de 1 milhão de unidades vendidas em todo o mundo, desde 2003, quando foi lançado. O hatch é vendido em 70 países e comercializado em dez versões de acabamento em alguns desses mercados.
A história do QQ é marcada pela polêmica envolvendo o Spark, da Chevrolet. A história iniciou em 1993, quando a Fiat encomendou do estúdio de design Italdesign um conceito nomeado de Lucciola. A empresa italiana, entretanto, não utilizou o projeto criado pelo estúdio, mas, o protótipo foi aproveitado pela Daewoo, que deu origem ao Matiz, em 1998.
Em 2001, a General Motors comprou a Daewoo e aproveitou o projeto para criar sob a mesma plataforma o Spark, em 2005. Mas a Chery já havia lançado há dois anos o QQ e jurou ter obtido os direitos sobre o design do Matiz antes da incorporação da Daewoo pela General Motors. O conflito foi parar na Justiça, mas não foi resolvido até hoje.
Aqui no Brasil, o Chery QQ teve 1.926 unidades vendidas em setembro. O modelo é comercializado em versão única, completa, por R$ 23.990 (sem o aumento do IPI).
A Chery prepara uma nova geração do hatch compacto para ser lançada em 2013.
A presidente Dilma determinou que o ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel converse com as montadoras que querem construir fábricas no Brasil, para com isso isentar o aumento do IPI (Imposto sobre produtos industrializados) sobre os carros produzidos por aqui.
A ideia é fazer com que se nacionalize a produção de carros vendidos no Brasil. A Chery, a Hyundai, a JAC e, provavelmente, a BMW vão se beneficiar se instalarem um linha de produção no país. Quem pode sair perdendo é a Kia. A marca sul-coreana não esboçou nenhum interesse em ter um unidade em território brasileiro (o que fez foi criar uma linha de montagem do Bongo no Uruguai).
O governo deu um prazo de 90 dias para as montadoras se ajustarem as novas medidas. Para ter a isenção, o modelo importado tem que ter, no mínimo, 65% de peças produzidas aqui no Brasil.
*Em comunicado dado esta tarde (30), a JAC Motors já desconversou sobre a construção de sua fábrica. A montadora afirma que a medida atrapalhou, e muito, os planos da marca, que pretendia vender uma média de 100 mil carros por ano.
Depois de o governo do Brasil ter aumentado em mais de 30% o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos carros importados, algumas montadoras recorreram da decisão do governo e pediram um prazo maior para a implatação da nova medida. Teoricamente, os países membros do Mercosul não seriam afetados pelo aumento. O aumento do IPI afetaria principalmente as marcas sul-coreanas e chinesas, que veem mostrando um grande crescimento no mercado brasileiro.
Lifan 320 na linha de produção
O Uruguai sempre esteve fora do aumento, mas mesmo assim o governo de lá pediu para que alteração dos preços não afete as montadoras que possuem fábricas no país. A Chery, a Lifan e a Kia possuem instalações no Uruguai, onde montam os seus carros no regime CKD (Complete Knock-Down - Completamente desmontado). As peças veem do país de origem e lá são apenas encaixadas. O Lifan 320 e o 620, o Chery Tiggo e o Kia Bongo K2500 são os modelos montados no Uruguai.
Lifan 320 sendo montado
O ministro da Fazenda confirmou a liberação do aumento do imposto no país vizinho. Para que os carros de veem de lá não sofram com a nova medida.
A marca chinesa Chery conseguiu uma liminar na justiça brasileira que impede o aumento do IPI (Imposto sobre produtos industrializados) sobre carros importados. O anúncio que foi feito semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, aumenta em até 55% o imposto.
De acordo com o jornalista Marcelo Onaga, editor da revista EXAME, a Chery foi a única montadora a entrar na justiça contra a medida do Governo.
O que a Chery conseguiu foi a suspenção da cobrança do imposto para os carros da marca que chegaram antes do dia 15 de setembro. Para esses, os preços continuarão os mesmos.
O que vai ser interessante é um comprador entrar em uma loja da Chery para comprar um QQ, de um lado um por R$ 23.990 do outro lado um por R$ 31.240. Vai ser digamos, estranho. Mas isso é provisório, até que todas as marcas vindas de fora se ajustem as novas medidas protecionistas do Governo Federal.
A JAC Motors chegou com tudo, inaugurou 50 lojas de uma só vez e entrar no mercado brasileiro, não como uma marca chinesa qualquer, e sim, como a melhor marca. Mas quem nunca ouviu falar da Chery, sim a Chery do QQ, um dos carros mais baratos do Brasil, que há dois anos está no país. Pois então, depois de ver as vendas despencarem com a chegada da JAC, a Chery reagiu e no mês de agosto vendeu mais carros do que a marca de Sérgio Habib.
Foram 3.282 contra 3.088 da JAC, isso tudo por causa do QQ que vendeu nada menos que 1.873 carros. O que mais ajudou a JAC a vender tanto em tão pouco tempo (a marca chegou em março) foram os inéditos 6 anos de garantia e a ampla rede de concessionárias, e no primeiro mês superou a principal rival no Brasil, a Chery. Para reagir e voltar ao topo da lista do mais vendidos, a Chery lança o QQ, com preço bastante acessível e competindo até com o Fiat Mille em relação ao preço.
Depois do lançamento do sub compacto da Chery (QQ) as vendas da marca foram subindo e deixando para trás a JAC que em 6 meses no Brasil já lançou três modelos, o j3 (hatch), o j3 turin (sedã) e a minivan j6 lançada mês passado. Esse último modelo com a missão de alavancar as vendas da JAC.
Sedã j5 próximo lançamento da JAC
Porém, a JAC Motors ainda irá lançar dois grandes modelos para ano que vem o sedã j5 e o hatch j2, que concorrerá não só com a Chery, mas também com as líderes do mercado brasileiro.
O mercado brasileiro de automóveis fechou o mês de agosto com um aumento de 6,9% no emplacamento de carros e comerciais leves. Segundo a Federação Brasileira de Distribuição de Veículos (Fenabrave), no seu balanço mensal mostra que foram comercializados 307.824 unidades, contra os 287.967 vendas no mês de julho.
Comparando os modelos, ainda vemos a liderança do VW Gol seguido do Fiat Uno. A grande surpresa das vendas do mês de agosto foi o sucesso do Renault Sandero que chegou a marca de 8.693 unidades emplacadas, ficando em segundo lugar, atrás apenas do VW Fox/Cross Fox. O modelo francês vendeu mais que o Ford Fiesta (7.034) e o Chevrolet Agile (5.479). O Face-lift até que fez bem pra hatch da Renault.
Sandero surpreende no volume de vendas após o face-lift
Pra surpresa de muitos, ou não, entre os modelos importados que mais se deu bem em agosto, o Chery QQ segue na liderança com 1.893 unidades, um aumento de 48,6% em relação às 1.274 vendas registradas em julho. O JAC j3 e o je turin continuam nos mesmos 1,5 mil e 1 mil unidades por mês. Isolado na liderança dos hatchs médios, está o Hyundai i30 com 25.840.
Chery QQ entre os destaques dos importados
Entre os sedãs compactos o VW Voyage (57.686 unidades) está crescendo e quase alcançando o Fiat Siena (64.986) que vem caindo nas vendas. Com desconto autorizado pela rede, o Honda Civic, com 16.727, está na liderança dos sedãs médios, com o Jetta logo atrás (6.466 unidades) e os franceses Renault Fluence e Peugeot 408 seguindo estáveis, como mais ou menos 900 unidades por mês.
408 e Fluence seguem estáveis nas vendas de agosto
Os dez carros mais vendidos de agosto:
1) VW Gol/Gol G4 – 198.328 unidades
2) Fiat Mille/Novo Uno – 183.257 unidades
3) Chevrolet Celta – 96.695 unidades
4) Chevrolet Classic/Corsa sedã – 83.959 unidades
5) Fiat Strada – 81.210 unidades
6) VW Fox/CrossFox – 80.001 unidades
7) Fiat Palio – 65.576 unidades
8) Fiat Siena – 64.986 unidades
9) VW Voyage – 57.686 unidades
10) Ford Fiesta Rocam hatch – 56.403 unidades
Ranking das montadoras no acumulado de janeiro a agosto:
O carro mais barato do Brasil, com preço inicial de R$ 23.990, chegou em maio ao país, e já é um dos carros chineses que mais vendem. Desde de abril, quando o sub-compacto já estava disponível no mercado, até ontem (02), o Chery QQ já tinha passado da marca dos 5 mil veículos vendidos.
Pequeno e bem completo - com preço de R$ 23.990 / Créditos: divulgação
Com uma lista de equipamentos muito interessante para um carro de R$ 24 mil, o QQ vem equipado com ar-condicionado, airbag duplo, painel digital, faróis de neblina dianteiros e traseiros, trio elétrico (vidros, travas e retrovisores), rádio CD Player MP3 com entrada USB. Além de freios ABS, alarme antifurto, aviso sonoro de cinto de segurança desatado, limpador e desembaçador traseiro, entre outros.
Painel digital e rádio com entrada USB / Créditos: divulgação
O que será que o Fiat Mille, até então o mais barato do Brasil, acha disso? Com certeza deve ficar envergonhado. Mas brincadeiras a parte, a realidade é que o QQ, está conquistando o público brasileiro, dos jovens, sendo o primeiro carro, aos pais de família que agora pode ter um veículo completo por um preço bem acessível.
Navegando pelo site da Fiat, vi a ficha técnica do Mille fire 2012. De série, o modelo tem tudo o que um carro tem que ter, rodas, bancos com cinto, retrovisor, a lista é bem grande, cansei de ver tantos itens, e como opcionais? Nada (a versão de entrada que custa o mesmo que o QQ - R$ 23.990). Montei um, coloquei APENAS ar-condicionado, kit-visibilidade (limpador e desembaçador traseiro) e som. O preço? R$ 26.975!
Tá, o QQ pode até não ser bonito, e como disse o jornalista e engenheiro Boris Feldman o desempenho do pequeno motor 1.1 nem chega as pés do motor "mil" nacional. "Em relação ao QQ, eu tenho minhas dúvidas", declarou Boris.
Mas o mais importante disso tudo é a competitividade, se o QQ completo e barato, o Mille tem que ser também.